Eu sempre disse que o mundo é uma mesa posta para quem tem coragem de sentar.
Agora, sentada na minha escrivaninha, a luz amarela da luminária recortando meu rosto como uma máscara, eu conto de novo os números, como quem conta notas antes de dormir, trinta e nove milhões,
não três, como pensa minha irmã idiota.
Ela acredita mesmo que foi aquilo que sobrou? Pobre tola.
Não sabe o que é um testamento com números gordos, não sabe ler a ganância como eu sei.