O amanhecer não trouxe alívio.
A luz entrou pelas frestas da casa como uma intrusa tímida, sem calor, sem promessa. O mundo continuava ali.
Eu estava sentada no chão da sala, costas apoiadas no sofá, um cobertor sobre os ombros. Luna dormia de novo, agora com a cabeça apoiada na minha coxa.
— Ele não tentou te puxar de volta — disse Valerie, sem se virar. — Isso é significativo.
— Significativo como? — perguntei, a voz rouca.
— Como quem recua um passo não por medo… mas por estratégia.
Isso nã