O chamado veio na madrugada. Um cansaço que não pertencia ao corpo, mas à alma — aquele peso antigo, sorrateiro, que faz a gente pensar que sentar um pouco não vai doer, que fechar os olhos por um segundo não vai custar nada.
Eu estava sentada na beira da cama quando senti e Luna dormia encolhida do meu lado, os dedos ainda agarrados à manga da minha blusa como se, mesmo dormindo, tivesse medo de me perder. O quarto estava escuro, iluminado apenas pela lâmpada fraca do corredor.
Alexander não d