A fenda foi se abrindo lentamente.
Ia rasgando aquele espaço como se estivesse sendo forçada por mãos que não podíamos ver, estalando, vibrando, exibindo faíscas de energia dourada misturadas a sombras densas. Era como se aquele lugar estivesse nos expulsando dali.
Alexander foi o primeiro a senhora posicionar ao meu lado
— Laurie… isso não está parecendo um portal comum.
Josette observava, pálida, os símbolos instáveis que se formavam e desapareciam nas bordas da fenda.
— Ele não pertence a lugar nenhum, não que seja específico — murmurou ela. — Parece… um atalho criado pela sua própria energia.
Meu corpo ainda tremia.
O eco que eu havia sentido segundos antes continuava lá. Fraco.
— Luna me ouviu — eu disse. — Eu sei que ouviu.
Alexander apertou minha mão.
— Então vamos até nossa menina.
Antes que qualquer um pudesse acrescentar algo, a fenda se expandiu abruptamente, sugando o chão e a nós.
O mundo se partiu.
Atravessar aquela fenda foi diferente de qualquer portal que já havíam