A madrugada avançava lentamente, pesada como se o mundo tivesse sido ferido e agora agonizasse tentando respirar. A casa não voltou ao normal, na realidade, nada voltou ao normal. O silêncio persistia, mas era bem distante da paz. – A espera era agonizante demais para suportar.
Deitei Luna no sofá improvisado entre os destroços, cobrindo-a com um cobertor enquanto seus traços tão serenos contrastavam cruelmente com tudo que eu acabara de descobrir sobre meu passado, outra vida na realidade.