O silêncio que veio a seguir foi quase mais cruel do que o caos que o antecedera. A casa antes pulsante, agora parecia um corpo exausto, depois de um trauma profundo. As paredes ainda vibravam levemente, como se guardassem ecos do poder que havia sido liberado.
Apertei Luna contra o peito, sentindo sua respiração irregular, um enorme desespero tomou conta de mim, temendo que algo muito ruim acontecesse a ela, logo agora que eu acabara de voltar para ela, para nossa família. Já estava tão angustiada pelo sumiço de Alexander.
-Fica comigo, meu amor – sussurrei, sentando-me no chão coberto de destroços.
Foi quando senti, não ouvi, nem vi. – Apenas senti. Um calor suave se espalhou pelo ar, como uma presença antiga despertando. As sombras, antes agressivas, agora se acomodavam nos cantos, submissas. Luna se mexeu em meus braços, seu rosto se contorcendo como quem atravessa um sonho profundo.
Quando seus olhos se abriram, já não estavam brancos nem abissais. Eram os olhos da minha pequena