A casa respirou, não como um ser vivo normal, mas como um pulmão antigo, esquecido, que se lembrava subitamente de sua função.
O ar entrando e saindo.
E, a cada ciclo, aquela sombra no centro do círculo que parecia ganhar um contorno um pouco mais definido.
Não um corpo, não ainda, no entanto era a ideia de uma forma, uma intenção que ensaiava existência.
Meu coração batia tão forte que eu temia que Luna pudesse se assustar.
Ela continuava com os olhos fechados, rosto enterrado no meu ombro,