O avião tocou o solo de Guarulhos com um solavanco discreto, mas suficiente para arrancar Nicolas do torpor em que vinha desde Londres. O céu de São Paulo estava cinza, pesado, baixo demais — como se refletisse o cansaço que ele carregava nos ombros.
O desembarque aconteceu no automático.
Malas. Passaporte. O corredor interminável do aeroporto. Rostos apressados. Vozerio em português, familiar e, ao mesmo tempo, distante demais para quem ainda estava meio preso do outro lado do oceano.
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