Aurora entrou primeiro. Jogou a bolsa na poltrona sem nem olhar, largou os sapatos no meio do caminho e foi até a janela. Abriu a cortina só o suficiente para a luz da cidade invadir o quarto em tons suaves, refletindo nos vidros, nos espelhos, nas superfícies que já tinham se tornado familiares.
O quarto tinha cheiro deles.
Uma mistura de perfume, sabonete, pele e algo indefinível que só existe quando duas pessoas passam tempo demais no mesmo espaço.
Henrique fechou a porta atrás deles.