Depois que vi o resultado do teste, não consegui respirar direito.
Não no sentido figurado — era físico mesmo. O ar parecia curto demais, pesado demais, como se meus pulmões tivessem desaprendido a funcionar sozinhos. Guardei o teste na bolsa sem nem olhar de novo e saí da Betelgeuse com passos rápidos, cabeça baixa, torcendo para ninguém puxar conversa. O elevador demorou uma eternidade. Cada segundo parecia gritar a mesma palavra dentro de mim:
Grávida.
Não. Não podia ser assim simples. Não p