Ficamos assim por alguns minutos, em silêncio, apenas respirando.
O corpo dela ainda está quente contra o meu, pesado de um jeito bom, real. Ruby se aninha no meu peito como se aquele lugar tivesse sido dela desde sempre, e talvez tenha sido. Talvez eu só tenha demorado demais para perceber.
Quando a respiração dela desacelera de vez, afasto um pouco o rosto para olhá-la. Os cílios ainda úmidos, a pele pálida demais, aquela fragilidade que não combina em nada com a força que ela tem por dentro.