Axel Morgenstern
Percebo que perdi o controle no instante em que a casa fica silenciosa demais.
O som da porta fechando atrás dela ainda vibra no meu peito como um erro que não tem tecla de desfazer. Ando pela mansão como um animal ferido, passando pelos lugares onde ela costumava estar — a biblioteca com livros espalhados, a piscina onde ria de coisas pequenas, o quarto onde me esperava sem pedir nada além da minha presença. Tudo parece um cenário abandonado depois de um incêndio. Eu não sou a