Quando o silêncio finalmente se instala na sala, eu afrouxo a gravata devagar, como se até aquele gesto simples exigisse um esforço absurdo. O tecido desliza pelo colarinho e parece levar junto uma parte da tensão que vinha se acumulando no meu pescoço.
Deixo o corpo cair na poltrona.
O couro range baixo sob meu peso, familiar, quase reconfortante. A mesa lateral ainda tem o copo de uísque que servi mais cedo, o gelo derretendo lentamente, formando um anel úmido na madeira escura. Normalmente,