Axel Morgenstern
A porta ainda estava se fechando atrás de mim quando o som me atingiu primeiro.
Um ruído errado. Fora de lugar. Íntimo demais para aquela casa.
Meu corpo reagiu antes da mente.
Empurrei a porta do quarto e a cena se cravou em mim como um soco seco no estômago.
— QUE MERDA É ESSA?!
A voz saiu mais alta do que eu pretendia, rasgando o ar. O sangue subiu tão rápido que minhas têmporas latejaram. Por um segundo, tudo ficou vermelho. Depois veio o choque — frio, paralisante — porque