Eu levei as mãos à cabeça assim que a porta da varanda se fechou atrás de mim.
— Merda… merda… merda… — rosnei, andando de um lado pro outro como um animal encurralado.
A frase do Natan veio como um soco na têmpora.
“Você acha que é alguma virgem santinha?”
— Cala a boca… — murmurei, como se ele estivesse ali.
Fechei o punho e soquei a parede de novo. A dor nos nós dos dedos foi um alívio miserável, quase necessário.
Ela não é nenhuma virgem santa, tentei me convencer.
Ela provocava, desafiava,