Ruby Stewart
Acordo com o gosto amargo da noite ainda preso na boca.
Não é bebida. É lembrança.
O teto do quarto da república me encara enquanto fico alguns segundos imóvel, tentando decidir se levanto ou se finjo que o dia não começou. O corpo dói levemente — não de cansaço físico, mas daquela descarga de adrenalina que vem depois de cantar como se a própria garganta fosse uma arma.
O show da No Rules foi bom. Muito bom.
O tipo de noite que deveria me deixar leve.
Mas não deixou.
O rosto dele