Eduardo nunca foi de se deixar abalar facilmente. Era prático, direto, daqueles que mantêm a vida sob controle… até cruzar com a vizinha do apartamento 403. Desde aquele primeiro dia em que ela esbarrou nele no elevador e derrubou café em sua camisa — com um "ops" irônico e um sorriso provocante —, Eduardo soube que Lorena era diferente. E perigosa.
Naquela tarde, ele voltava do mercado com algumas sacolas quando a viu novamente. Ela estava parada na porta do prédio, mexendo no celular, com um