Théo Narrando
Estava no escritório, revisando relatórios e checando alguns números, quando o celular vibrou. Era uma ligação do Sheik. Respirei fundo antes de atender, tentando manter a calma.
— Théo, quero que receba meu filho na sua empresa. Ele precisa conhecer tudo de perto.
Olhei para o telefone, com a vontade de rir do absurdo. Por dentro queria responder: “Não, eu não quero receber seu filho, nem suportar o jeito que ele olha para minha noiva.” Mas disse apenas:
— Claro, sem problemas.
Desliguei e, imediatamente, chamei Ava.
— Amor, vai pra casa. O motorista vai te levar, com os seguranças. Precisa se organizar para a aula.
Ela olhou pra mim com aquela expressão de preocupação, mas acenei, firme. Ela confia em mim, e eu não ia decepcioná-la.
Dispensei minha equipe mais cedo sem dar explicações. Queria que todos saíssem antes que a visita começasse, para não atrapalharem.
Quando o filho do Sheik chegou, veio acompanhado de sua comitiva, recebi eles com alguns dos meus diretores