Clarice Martins
— Melila? — perguntou sobre o meu nome falso.
Acenei e esperei ele me entregar os papéis.
— Você virou secretária da noite para o dia e já está dando prejuízos para a empresa? — fiquei surpresa com tal ataque.
— Prejuízo? Do que está falando? — perguntei enquanto levantava levemente meus óculos de grau falso.
Ele me encarou como se fosse o dono do lugar:
— Isso aqui… — jogou os papéis no meu rosto. Fiquei chocada com tamanha ousadia.
— É uma porcaria! — declarou, querendo me intimidar.
Apertei os punhos irritada. Fiquei tão brava que quase soltei…
“Quer que eu diga o que é porcaria aqui?”
Mordi o lábio inferior com força, ele era tão babaca para ser considerado o braço direito de Aramis.
— Qual parte? — cerro os dentes ao perguntar.
— Todas! Isso aqui não deve ir em hipótese alguma para a sala de conferência. Como pode colocar isso no meio dos planejamentos de uma reunião?
— Mas foi para isso que fui contratada! — aperto os olhos na sua direção, quase não con