Clarice Martins
Eu tinha que procurar ajuda psicológica, era certo. Principalmente se conviveria com alguém como ele.
Nossa conversa não se estendeu. Ele se levantou e, desculpando-se, começou a falar:
— Vou deixá-la descansar por agora. Mas posso voltar novamente, se permitir.
— Ficaria feliz em ter a companhia do meu vizinho para me fazer sentir que estou em casa. — brinquei.
Ele sorriu e concordou, indo embora em seguida. Minutos depois, Laura surgiu no quarto — a princípio, feito um furacão —, depois que conseguiu parar, andou devagar porque viu o bebê.
— Por que não me avisou? — reclamou, enquanto sussurrava.
— Eu tentei. — disse o óbvio, em baixo tom, mas não como um sussurro.
Ela me deixou de lado e olhou bem para o bebê.
— Como está nosso Aziel? — eu ri com carinho, confirmando que ele estava muito bem.
— Como conseguiu chegar até aqui? — sentou na cadeira sem tirar os olhos do bebê. Seu olhar era gentil e curioso.
— Damien Petrou me ajudou. — ela apertou os olhos c