Clarice Martins
Naquele momento eu nem me preocupava mais se ele estava finalmente vivo e dando as caras ou não. Isso não fazia diferença. Eu só queria chegar ao hospital.
Respirei fundo e soltei, reclamando internamente sobre minha falta de senso:
“Eu devia ter ido ao hospital assim que as dores leves começaram. Podia contar os minutos de contração no caminho.”
Sabia que estava sozinha e cometi a burrice de achar que seria fácil. Senti que estava preparada novamente, então me pus em movimento, mas, antes que chegasse ao elevador, praticamente balancei entre a porta e a parede.
Neste momento, me vi entrar em desespero; as bolsas caíram e me puxaram junto com elas.
“Não. Eu não posso cair!” Era muito perigoso para mim e para o bebê.
De repente, fui impedida de chegar ao chão por alguém segurando embaixo dos meus braços, quase como um abraço por trás.
Respirei ofegante, agradecendo mentalmente a Deus por aquele ser ter ressuscitado dos mortos justo naquele dia.
Quase desmanchei