Capítulo 58

Clarice Martins

— O pai do bebê está morto. — Fui sincera, vendo-a ficar espantada com a sua própria pergunta naquele momento.

— Eu sinto muito. Achei que aquele homem era seu marido.

Eu apenas acenei, tirando o peso de seus ombros.

— Eu estarei bem sozinha. Não se preocupe. — Apertei os dentes. Minha voz já saía cansada de tanta dor.

— Então ele não pode acompanhá-la mais tarde, certo?

Ele havia me ajudado. Sem ele, poderia ter sofrido um acidente que seria fatal para o bebê e perigoso para mim.

— Ele pode, se quiser. — No fim das contas, eu queria conhecê-lo melhor.

Aquele era o dia mais especial da minha vida. E isso só foi possível pela ajuda de Damien Petrou. Eu devia a ele e procuraria alguma forma de pagar isso de volta.

Não importaria o quanto custasse, eu só queria retribuir como fosse possível. Agora não importava nem mesmo se ele era um fora da lei.

O momento se aproximou ainda mais. Quando a enfermeira saiu para avisar ao médico, me vi ansiosa pelo momen
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