Clarice Martins
— O pai do bebê está morto. — Fui sincera, vendo-a ficar espantada com a sua própria pergunta naquele momento.
— Eu sinto muito. Achei que aquele homem era seu marido.
Eu apenas acenei, tirando o peso de seus ombros.
— Eu estarei bem sozinha. Não se preocupe. — Apertei os dentes. Minha voz já saía cansada de tanta dor.
— Então ele não pode acompanhá-la mais tarde, certo?
Ele havia me ajudado. Sem ele, poderia ter sofrido um acidente que seria fatal para o bebê e perigoso para mim.
— Ele pode, se quiser. — No fim das contas, eu queria conhecê-lo melhor.
Aquele era o dia mais especial da minha vida. E isso só foi possível pela ajuda de Damien Petrou. Eu devia a ele e procuraria alguma forma de pagar isso de volta.
Não importaria o quanto custasse, eu só queria retribuir como fosse possível. Agora não importava nem mesmo se ele era um fora da lei.
O momento se aproximou ainda mais. Quando a enfermeira saiu para avisar ao médico, me vi ansiosa pelo momen