Clarice Martins
Pareceu um sinal verde, pois uma mão surgiu na minha cintura como se ele enxergasse bem no escuro. A outra deslizou por cima da minha orelha até a raiz dos cabelos, onde ele colocou seus dedos com segurança.
Então seu rosto pareceu muito próximo; a respiração dele soprou meu rosto, sua testa encontrou a minha, seus lábios tocaram meu nariz, onde ele plantou um beijo. Eu arfei em antecipação e receio.
E rapidamente encontrou meus lábios, onde ele quase me devorou. Praticamente virei uma geleia novamente, assim como naquela noite.
Nossas respirações se misturaram, ofegantes.
— Você! — ele sussurrou.
Sua voz me recordou Aramis, mas rapidamente espantei o pensamento:
“Não é hora de pensar nele.” Eu estava quase repetindo a melhor noite da minha vida com o pai do meu filho, e recordava o Aramis?
Aramis estava noivo, Aramis iria casar, e eu seria apenas um flerte que não deu certo.
Encostei meu corpo no seu. Era grande, era quente, tinha estrutura. Minhas mãos