Capítulo 48
Ezequiel Costa Júnior
O restaurante estava vazio como pedi. Elegante, silencioso, com a luz natural filtrada por cortinas finas e discretas. Um garçom nos recebeu na entrada com uma reverência, abrindo o salão todo para nós.
Mariana entrou com passos leves, os olhos varrendo cada canto do lugar. Seus dedos ainda entrelaçados nos meus, mas estava em alerta, desconfiada.
— Mas não tem ninguém? — perguntou, olhando ao redor com a testa levemente franzida.
— Não. Reservei