Capítulo 114
Ezequiel Costa Júnior
Entramos no carro e dirigi pela avenida principal. Mãos firmes no volante, olhar atento ao retrovisor, a cada brecha, cada farol. Não era paranoia, era hábito.
No banco ao lado, Mariana mantinha os olhos fixos a frente, mas eu sabia que ela não estava só enxergando o caminho. Ela estava revivendo. Cada passo até ali, cada ferida invisível. O lugar para o qual íamos mexia com o emocional dela — e eu sabia o motivo. Foi lá que a tirei das garras do Sid