Daniel começou a falar lentamente, com os olhos fixos no teto:
— Eu sou alguém que não vai sobreviver, mas, para ser honesto, já vivi o suficiente. Para mim, desde que deixei a Cidade J, deixei você, a mamãe e o avô, cada dia que passou foi um tormento...
O quarto ficou em completo silêncio.
Karina apertou a mão de Ademir em silêncio.
Em outro momento, ouvir essas palavras de Daniel poderia fazer alguém duvidar se ele estava sendo sincero.
Mas Daniel, nesse estado, ainda havia necessidade disso?