Na manhã seguinte, acordei com um silêncio diferente na casa. Não era vazio, era cheio. Um silêncio denso, de coisas por vir.
Fiquei alguns minutos observando a luz entrar pelas frestas da janela. Aquela luz amarelada, morna, como as que aparecem só quando a gente decide prestar atenção. Niyati já estava acordada, sentada no tapete da sala, criando mais um universo com seus lápis de cor. Ela falava baixinho com seus desenhos, como se narrasse uma história só para os personagens dela ouvirem.
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