Um banheiro feminino imaculado. A porta trancada. Rostos nojentos ao seu redor. Gritos e choros desesperados. Lentes pretas das câmeras, tão pretas como se fossem buracos negros...
Tudo isso inundou a mente de Mariane em um instante.
Ela apertou as mãos, deixando as unhas afundarem na carne da palma, sentindo a dor que a ajudou a recuperar a clareza.
A mulher diante dela era como uma cobra venenosa.
Fotografar, registrar, era uma forma de advertência e ameaça.
Mariane se acalmou e estendeu a mão