Sílvio estava sentado no banco traseiro do carro. Vestia o mesmo terno preto de sempre, recostado no assento com uma postura relaxada, mas seu olhar estava fixo na lua fria e solitária que brilhava no céu. A janela estava parcialmente aberta, e o vento gelado entrava suavemente.
A neve havia finalmente parado. Era raro ver a lua depois de uma tempestade assim. A luz prateada caía sobre o chão coberto pela neve que ainda não havia derretido, iluminando tudo com um brilho suave e quase etéreo.
— O