Sílvio costumava sonhar com o dia em que seria elogiado pelos pais. Mas esse dia nunca chegou. Ele não teve infância. Enquanto os outros meninos da sua idade brincavam no parque, tiravam fotos ou se divertiam em passeios, ele passava os dias limpando mesas, servindo pratos e recolhendo louça. Suas mãos, que deveriam ser macias e delicadas como as de qualquer criança, cedo ganharam calos finos, cicatrizes de um trabalho que nunca combinou com sua pouca idade.
Os clientes do pequeno restaurante se