Mundo ficciónIniciar sesión— Meu Deus... — minha mão correu por seus braços, peito, procurando qualquer sinal de corte, qualquer ferida oculta, qualquer coisa que justificasse o sangue que o cobria — E de quem é todo esse sangue, então? — perguntei, minha voz embargando de leve. O cheiro metálico, forte, invadia o ambiente e me dava vontade de chorar.
— É de um pirralho que se feriu na hora do combate. — respondeu com o olhar fixo em mim, mas distante. — Levei ele pro postinho e mandei dar toda assistência. — disse ele com um suspiro pesado, como se quisesse tirar aquele momento de cima dos ombros, mas não conseguisse.
A dor que atravessou meu peito naquele instante foi como um golpe invisível. Saber que uma criança havia se ferido no meio de uma guerra tão cruel fazia meu estômago revirar.
— Meu Deus... — murmurei, sentindo os olhos marejarem.







