*Rafael narrando*
Senti o sangue ferver. Meu maxilar travou, os punhos se fecharam com tanta força que meus dedos estalaram. Aquele desgraçado teve a ousadia de vir até minha casa. De se aproximar dela. De zombar da minha proteção.
Flávia me olhava com os olhos marejados, respirando com dificuldade. Puxei-a para meus braços, com força, como se quisesse protegê-la do próprio ar ao redor.
— Ninguém... ninguém vai encostar um dedo em você, Flávia. Eu juro por tudo que me resta nesse mundo. Ele vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho.
Ela se agarrou em mim, e eu senti o quanto ela estava apavorada. E isso me matava por dentro. Eu a queria leve, segura, feliz. Mas agora... agora ela tremia como uma folha ao vento.
— Heitor! Lucas! — gritei. Eles vieram de imediato. — Dobrem a vigilância. Quero cada canto dessa propriedade monitorado. Verifiquem câmeras, rastros, qualquer movimentação. E descubram como essa porcaria foi deixada aqui sem que ninguém notasse, é maldito trabalho de