Entrei na empresa com o peito apertado, como se cada passo até a sala da Eloise pesasse mais do que o normal. O ambiente frio, organizado demais, contrastava com o turbilhão dentro de mim. Assim que empurrei a porta da sala dela, Eloise levantou da cadeira na mesma hora, o sorriso sumindo quando me viu.
— Laura… — ela disse, vindo rápido até mim. — Pelo amor de Deus, o que aconteceu?
Fechei a porta atrás de mim e encostei nela por um segundo, como se precisasse daquele apoio para não desabar.