Elara acordou com a sensação incômoda de que algo já havia mudado — mesmo antes de qualquer fato novo acontecer.
O tipo de mudança que não faz barulho, mas altera o ar.
Na noite anterior, ela escolhera o silêncio. Não o silêncio neutro, mas aquele que se transforma em omissão. Uma proteção seletiva. Uma distorção mínima da verdade, quase imperceptível para quem olha de fora — mas devastadora para quem carrega o peso da decisão.
Era o primeiro erro que não podia ser desfeito.
No escritório, tudo