Elara percebeu que a neutralidade havia acabado antes mesmo de admitir isso em voz alta.
Ela sentiu no corpo.
Na forma como cada decisão parecia exigir um posicionamento invisível. No peso extra que qualquer silêncio carregava. No fato de que, mesmo quando não dizia nada, algo ainda assim era dito por ela — interpretado, anotado, usado.
Naquela manhã, o ambiente estava excessivamente organizado. Pessoas educadas demais. Conversas medidas demais. A tentativa coletiva de manter tudo sob controle