A porta da sala de Kael bateu com força atrás de Elara, não por descuido, mas porque suas mãos ainda estavam trêmulas demais para qualquer gesto delicado. A conversa com o departamento jurídico havia terminado, mas a sensação de ser observada continuava presa à pele como um arrepio que não passava.
Kael estava logo atrás dela — ela sentia, mesmo sem olhar.
— Elara — a voz dele veio firme, baixa, carregada de algo que se aproximava perigosamente de preocupação real — você precisa me ouvir.
— Eu