CONNOR
Eu me movi antes de pensar.
Foi instinto. Foi proteção. Foi amor — aquele amor que eu estava tentando amputar à força e que, mesmo assim, ainda comandava meus reflexos.
— Chega, Blanca.
Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia. Firme. Cortante. O tipo de tom que eu raramente usava com ela. O tipo de tom que só aparecia quando algo em mim passava do limite.
Ela me encarou como se eu tivesse acabado de confirmar tudo.
— Não fala assim comigo — ela disse, a voz embargada. — Não agora.
— Eu vou falar — respondi, dando mais um passo à frente, me colocando entre ela e Brooke sem nem perceber. — Porque você não vai colocar isso nas costas dela.
Brooke levantou o rosto na mesma hora.
— Connor, não—
— Não — interrompi, sem olhar para ela. Se olhasse, eu quebrava. — Agora você fica quieta.
Blanca soltou uma risada curta, incrédula.
— Olha isso — disse. — Olha como você fala com ela. Olha como você fala comigo.
— Porque são coisas diferentes — respondi, duro. — E você sabe disso.
Ela