Marquei uma consulta por telefone usando outro nome — e, claro, inventei também o nome do meu “animal”. Era a única maneira de garantir que ele não recusaria o atendimento. Se eu fosse ele, também não teria vontade de me ver.
Fiquei esperando na recepção, com o coração disparado, fingindo olhar revistas que não lia. As vozes, o som do telefone, o cheiro de desinfetante e o miado distante de um gato pareciam ampliar o desconforto que já me tomava. Quando ouvi chamarem o nome fictício, senti o e