Capítulo 17
“Certas presenças não precisam de palavras para invadir. Elas apenas existem. E ocupam.” — Marjorye Sandalo
Maeve Jhosef
O silêncio era mais denso que o carpete bege sob meus pés.
O quarto do hotel respirava numa calma abafada, enquanto a cidade lá fora pulsava em neon e promessas que não me pertenciam. As luzes de Seatlan recortavam a escuridão pelas frestas da cortina, como se quisessem lembrar que havia vida além daquela tensão suspensa entre duas camas de solteiro e duas malas