O relógio do hospital avançava devagar, mas para Matteo cada segundo era uma eternidade. Ele caminhava de um lado para o outro no corredor branco e silencioso, os olhos marejados, as mãos trêmulas. Ainda podia sentir o corpo de Sophie desfalecido em seus braços, como se a vida tivesse sido arrancada dela.
Quando o médico enfim apareceu, Matteo quase perdeu o ar.
— Ela vai ficar bem. — disse o profissional, com voz firme. — O sedativo era forte, mas não letal. Ela precisa apenas de descanso.