Siena Dal
A consciência retornou em ondas. Primeiro, uma sede avassaladora. Depois, uma dor aguda e pulsante em minha perna. E então, vozes. Vozes que meu coração reconhecia antes mesmo de minha mente processar.
Abri os olhos para o rosto tenso de meu irmão, Daniel. O alívio em seus olhos quando ele me viu acordar foi a primeira coisa real que senti.
—Siena?— ele disse, a voz surpreendentemente suave.
—Luna...— foi a única palavra que consegui forçar, o pânico já borbulhando.
—Ela está bem—, di