"Matheus"
O Mauro pareceu mergulhar em si mesmo. Virou o whisky e se serviu de outro, entregando uma garrafa de água para a Gabriele.
- Parece que essa história mexe com você. Você gostava da Cora? - Eu perguntei.
- A Cora era tão podre quanto a mãe, mas eu tinha pena dela, ela foi criada por aquela mulher, ela simplesmente teve a Carmem como modelo, aprendeu a ser uma pessoa ruim. Ela não nasceu má, ela foi treinada para ser assim. Desde pequena, ela via a mãe conseguir o que queria através da manipulação, da chantagem e do medo. - Ele divagou.
- Pois eu já acho que a maldade estava no DNA dela, filha do cretino do Domani e da cobra de botox, não tinha como ser diferente. - A Gabriele bebeu a água e se aninhou nos meus braços.
- Pode ser, Gabi, mas às vezes a maldade é só uma lição de casa bem aprendida. Ela poderia ter quebrado o ciclo, claro, mas a Carmem tinha muito poder sobre a Cora, a Carmem a enlouquecia, entrava na cabeça dela de uma maneira doentia. E no final, o exemplo da