"Matheus"
Meu coração parou de bater por um segundo quando eu cheguei ao aeroporto e vi aquele babaca segurando a minha Peste. Mesmo que de longe eu não pudesse ver, eu sabia que tinha alguma coisa errada, porque ela não estaria tão perto dele se não estivesse sendo obrigada.
Eu apontei os dois para o Paco e enquanto ele correu para deter o Poncho, os outros quatro integrantes da equipe foram até a Ximena. Em minutos a situação estava contida e os dois fujões estavam presos. No entanto, eu observei o Mauro que, assim que percebeu os homens se aproximando da Ximena se esgueirou para longe e se escondeu a certa distância observando a movimentação. Eu precisava cercá-lo, precisava falar com ele antes que ele se enfiasse dentro de um avião qualquer.
Nós interceptamos o Mauro e ele não ofereceu resistência, saiu do aeroporto conosco e nós voltamos para o hotel, onde eu pedi mais um quarto, ao lado do que já estávamos ocupando. Nós não ficaríamos, mas eu queria dar privacidade a Peste.
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