"Eva"
Eu devorei o diário da vadia morta e passei para o segundo volume, enquanto o Matheus e a Gabriele se debruçaram sobre o caderno da Carmem. A forma como aquelas duas mulheres viveram suas vidas e como elas tinham tanta convicção de que o mundo as devia alguma coisa me fez lembrar o homem que me colocou no mundo. Ele era igualmente frio, igualmente calculista, igualmente ganancioso.
- Espera! - A Gabriele falou de repente, num tom quase assombrado e isso fez copm que minha atenção se voltasse para ela. - Mas... como ela...?
- Calma, Peste! - O Matheus advertiu sem erguer a cabeça. - Não sabemos o que significa?
- O que significa o quê? - Eu perguntei curiosa.
- Uns números e nomes. Conhecemos alguns, mas eu não sei como a Carmem os conhece e nem o que significam. - O Matheus respondeu, mas não olhou para mim, fechou o caderno, ergueu a cabeça e encarou a Gabriele. - Talvez seja melhor eu levar isso e averiguar no escritório, lá eu tenho alguns acessos, e tem números aqui de con