"Giovana"
Nós ficamos ali, abraçadas rindo e chorando ao mesmo tempo. Era um milagre. Depois dos quarenta anos e depois de ter tentado tanto, driblando todas as estatísticas e a ansiedade, a minha tia estava gerando uma vida sem precisar de praticamente nenhuma intervenção além da própria natureza ajudada por uma forcinha dos hormônios.
- Eu não consigo acreditar, Gi... - Ela soluçava contra o meu ombro. - Um bebê. Um bebezinho nosso.
- Acredita, Tia Rubia! Eu não disse que eu era pé quente? -