A volta para a pousada pareceu mais longa do que realmente era. O corpo cansado, a cabeça pesada, o coração… pior ainda. E quando ela entrou pelo portão, lá estava Samuel, sentado na varanda, camisa branca dobrada no antebraço, café na mão, como se estivesse ali esperando por ela. E ele estava!
Ele levantou na hora em que a viu.
— Você demorou… tá tudo bem?
Ariana respirou fundo, tentou ajeitar o sorriso, tentou não deixar nada escapar pelo olhar.
— Tá sim. Só estou cansada. Ela passou por ele, leve, rápida demais, quase automática.
— Vou descansar um pouco, acho que o dia foi mais longo do que eu imaginei.
Samuel deu um passo a mais, como se fosse alcançá-la.
— Quer companhia?
A garganta dela quase fechou. Era tão fácil dizer sim. Tão fácil se encostar no peito dele e deixar o mundo acabar.
— Hoje não. Obrigada. Ela sorriu de canto, um sorriso torto que não enganava ninguém.
— Eu só preciso dormir.
— Qualquer coisa… eu tô aqui — disse ele enfim.
E ela só conseguiu murmurar um "eu s