Helena
Eu precisava respirar.
Depois de uma manhã sufocante ao lado de Miguel, escolho o restaurante que sempre serviu como meu refúgio: um bistrô pequeno, aconchegante, com luz suave e aroma de pão fresco que costuma melhorar meu humor.
Entro e sinto, por um momento, que talvez tudo fique menos pesado.
Peço uma mesa perto da janela. Tiro o casaco, apoio os cotovelos na mesa e tento me concentrar no cardápio, mas meu peito ainda dói. A imagem de Desirée ainda me ronda como uma sombra quente, in