Desirée
Eu ainda estou parada ali, olhando a porta por onde Helena acabou de sair, sentindo meu peito apertar como se tivesse perdido o ar junto com ela. O engenheiro, Cláudio, um homem na casa dos cinquenta, gentil, observador, experiente — limpa a garganta discretamente.
— Desirée — ele diz com calma — vamos sentar?
Eu forço um sorriso sem alma e sigo até a mesa onde ele já havia escolhido um lugar. Ele se posiciona em frente a mim, abre a pasta com as plantas e documentos, mas não diz nada.