Helena
Estaciono o carro em frente ao prédio rosa e, por alguns segundos, permaneço com as mãos apoiadas no volante, tentando controlar a respiração. O elevador parece demorar uma eternidade. Quando finalmente chego ao andar dela e a porta se abre, meu corpo inteiro reage antes que eu possa raciocinar.
Os pelos da minha nuca se arrepiam assim que vejo Desirée.
Mas seu olhar não tem alegria. Não há brilho, não há saudade explícita, apenas um cansaço profundo que me atravessa como lâmina.
— Bom d