Capítulo vinte e oito

Desirée

Droga.

Ela saiu pela porta e eu não fiz nada. Fiquei ali, estática, vendo Helena se afastar como se cada passo dela fosse arrancado diretamente do meu peito. Mas o que eu podia fazer? O que eu deveria ter dito?

Será que eu deveria ter confessado tudo, dito que estou perdidamente apaixonada, que anseio pelo seu toque, pelo seu olhar, pelo sabor dos seus lábios? Que me apego de forma quase patética ao quadro dela porque é a única forma de tê-la quando a realidade me nega sua presença?

Eu
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